será a esperança uma utopia?

04/03/2009

Comprei hoje um livro intitulado 108 pérolas de sabedoria do Dalai Lama. Escolhi este excerto para nos servir de reflexão:

NÃO PODE HAVER DESARMAMENTO EXTERNO SEM DESARMAMENTO INTERNO. A VIOLÊNCIA GERA VIOLÊNCIA. SÓ A PAZ DO ESPÍRITO PROPORCIONA UMA VIDA SERENA E NÃO CONFLITUOSA. A DESMILITARIZAÇÃO MUNDIAL É UM DOS MEUS SONHOS MAIS CAROS. APENAS UM SONHO…


de sentinela atrás das cortinas da sala

02/03/2009
 

 

 

reagir, v. int. exercer reacção; opor reacção; (fig.) resistir; lutar; protestar

reacção, s. f. acto ou efeito de reagir; acção oposta a outra; resistência; sistema contrário ao progresso social.

 

enquanto permitirmos a contaminação social, seremos nós próprios a grande mentira das nossas vidas.

 


o conceito

01/03/2009

autopoiese
 
  A noção de “autopoiese” refere-se, antes de mais, à capacidade de auto-produção do ser vivo. Mas a autonomia vulgarmente conferida aos processos biológicos (tais como a produção de células e de moléculas e a transformação de determinadas matérias em outras) não passa, porém, de uma frágil e falsa caracterização. A verdade é que o metabolismo do ser está intimamente ligado a factores exógenos e, por isso mesmo, a sua sobrevivência não está apenas assegurada por uma auto-manutenção. É necessário ter em conta que o ser vivo, seja ele vegetal ou animal, necessita de estabelecer uma relação com o meio-exterior onde está inserido. Paradoxalmente, o ser constitui-se como auto-suficiente e dependente. Neste sentido, o conceito de “autopoiese” deixa estar exclusivamente ligado à biologia: ele próprio se manifesta como fenómeno social.
  É bastante claro que o ser humano, sendo parte constituinte de um contexto sócio-cultural (e temporal), necessita de relações para viver (e não só para sobreviver). Estas relações são a base da organização social e, por isso mesmo, essa organização reflecte aquilo que somos e aquilo que fazemos quotidianamente. Dito por outra forma, cada acto tomado por um sujeito repercute, de forma mais ou menos directa, na vida de um outro e, portanto, no Mundo.
 Esta é a introdução que se faz ao pequeno canto denominado autopoiese, um lugar onde é posto em causa o nosso papel enquanto seres raciocinais e instintivos, autónomos e dependentes, nómadas e inertes, no espaço em que (sobre)vivemos.